Nossa primeira parada na Road Trip pelo nordeste tinha que ser em grande estilo (você confere os detalhes e o planejamento dessa viagem maravilhosa neste post 😀 ).

Saímos do aeroporto e o plano era conhecer o centro velho de Recife, o que não aconteceu devido à chuva. Decidimos então seguir direto para Olinda, onde nos hospedaríamos por duas noites.

Por incrível que pareça na cidade vizinha a capital pernambucana não estava chovendo e conseguimos deixar o carro no estacionamento e sair para curtir as ladeiras do município como se deve: a pé.
Nesse post, vou compartilhar um pouco do que aprendemos, vimos, sentimos e vivemos durante nossa estadia por lá 🙂 .

Fundada em 1535, Olinda já foi à cidade mais rica do país e foi sede do Brasil colonial durante a invasão neerlandesa. Por alguns anos foi também capital do estado de Pernambuco.

Com seu traço colonial, suas igrejas e conventos em estilo barroco, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO e posteriormente eleita primeira Capital Brasileira da Cultura.

A cidade já foi disputada por portugueses e holandeses e chegou a ser incendiada em uma dessas ocasiões. A herança das duas culturas pode ser vista até hoje nas construções.

Os primeiros cursos de Direito do Brasil começaram ali e foi lá também que em 1860 um astrônomo francês descobriu o primeiro cometa relatado a partir do continente Sul-americano, o Cometa Olinda – único descoberto no país até então.

Comer e beber em Olinda é fácil e barato, diversos restaurantes espalhados pelas ladeiras oferecem da comida típica de estado até a culinária de outros países. A comida de rua também deve ser apreciada, provamos no Alto da Sé a incrível tapioca Cartola, que leva banana caramelizada, manteiga de garrafa e queijo coalho em sua composição, um amor.

O local é disputadíssimo no Carnaval quando mais de 2 milhões de foliões dividem as ruas e vielas com os tradicionais Bonecões de Olinda, ao som do Frevo e do Maracatu. A folia tem conotação lúdica, mas também faz criticas politicas e sociais. Experimentamos um pouco visitando uma exposição dos famosos bonecos gigantes, mas queremos voltar na época da folia.

As pessoas de Olinda são capitulo a parte, nos deliciamos com as conversas fáceis, os sotaques e o estilo de vida desse povo incrivelmente receptivo.

As praias não são próprias para banho, à área tem incidência de tubarões.
Mas é possível observar os pescadores na luta pelo ganha-pão, o vai e vem dos barquinhos coloridos e os gatos à espreita do almoço.

Não se engane apesar da fama da folia, é preciso calma para conhecer Olinda, já que ela tem seu ritmo próprio. É necessário vagar sem destinos, entrar em suas igrejas, apreciar sua arquitetura, ouvir seus moradores e perceber suas nuances e deste modo ir lentamente se apaixonando por cada detalhe.

Visitar Olinda é nunca mais partir e é sempre precisar voltar.
Mal podemos esperar para vê-la de novo.