Diga-me adeus, pois estou partindo.
Meu Deus do céu, que lugar lindo é São Bento do Sapucaí, ficamos (e estamos) apaixonados por absolutamente tudo na cidade e sim, queremos mudar para lá 🙂 haha.

A pequena estância é simples e hospitaleira. Conta com clima típico das montanhas, com dias quentes e noites frias e tem uma vista linda para o Vale da Mantiqueira e o Complexo da Pedra do Baú, esse último responsável pela grande fama ao local.

Estivemos lá em busca de paz e sossego no último feriado e fomos surpreendidos positivamente. Foram no total três noites hospedados em um chalé locado pelo Airbnb (tem post completo sobre isso, aqui).

Distante apenas 185 quilômetros da capital paulista e com poucos pedágios seguindo pela Dutra ou Ayrton Senna (consulte valores atualizados aqui) é uma boa opção até para um bate e volta. Recomendo também uma parada na pequena cidade de Santo Antônio do Pinhal, que fica no caminho (contamos nosso dia por lá, nesse post).

Nossos dias em SBS não tinham roteiro, fiz por cima uma lista das principais atrações nos arredores e íamos a busca daquelas que pareciam mais adequadas ao momento. Viajar sem roteiro é inclusive uma coisa que recomendo para quem tem mais tempo e quer ter mais tranquilidade. Não precisar correr de um ponto para outro, nem estar preocupado com horário é profundamente relaxante.

No primeiro dia chegamos por volta de sete da noite e como é de esperar a cidade não tinha muito movimento. Fomos para nosso chalé, abrimos um vinho e fomos surpreendidos por uma incrível lua cheia bem na varanda. Foi uma maneira linda de encerrar o dia 🙂 .

Na manhã seguinte acordamos cedo, preparamos um café e fomos dar uma volta pela ciclovia da estrada do Serrano. A prática de Cicloturismo é muito popular lá, são longas vias, conectando os pontos turísticos, mirantes, cachoeiras e lindos mirantes.

Voltamos próximo da hora do almoço e seguimos para o Restaurante Taipa, tradicional na cidade, onde são servidos pratos típicos da região, no fogão a lenha no sistema “por quilo” (R$34,90 quilo) ou “à vontade” (R$25 por pessoa). Estava cheio e o atendimento demorado, mas considero um bom custo beneficio. Tomamos ainda um açaí na praça, o açaí lá é muito barato (R$4 por meio litro em qualquer sorveteria).

Seguimos de lá para a Cachoeira dos Amores, mas antes de chegar paramos em uma das duas capelinhas de mosaico que são marcas registradas do município. A capelinha que visitamos fica bem na beira da estrada e é impossível passar por ela sem notar.

Pouco a frente está entrada para a cachoeira, por estar dentro de uma propriedade privada são cobrados R$5 por pessoa (somente em dinheiro), justificados já que o local tem banheiros, vestiários e bica de água potável. Ficamos algumas horas ali, não dá pra mergulhar nos poços, pois eles são muito rasos, mas dá tranquilo para se banhar (se você for bem corajoso e aguentar a água MUITO gelada).

Saímos ao fim do dia e voltamos ao centro da cidade, fomos até a Igreja da Matriz e voltamos para o chalé para descansar um pouco. Para o jantar preparamos os cogumelos frescos que compramos no cultivo orgânico em Santo Antonio do Pinhal e diga-se de passagem estavam divinos.

No segundo dia encaramos uma missão mais complicada, seguimos para trilha da Pedra da Balança, mas fomos caminhando desde o chalé, foram intermináveis quilômetros até chegarmos na primeira parada, a Cachoeira do Poção. A trilha está na beira da estrada e são cinco minutos até o melhor poço para banho. A entrada é gratuita, mas água é congelante haha.

Criamos coragem e seguimos para segunda parada, a Cachoeira do Tobogã.
Essa também fica na beira da estrada, mas é muito rasa para banho. Depois de uma rápida contemplação seguimos para Trilha da Balança propriamente.

São 6,5 quilômetros de trilha íngreme. Parte em rua aberta e parte em mata fechada. Foi bastante sofrido chegar ao topo, mesmo para nós que praticamos atividade física 🙁 , mas a vista do vale valeu totalmente a pena.

Voltamos exausto, como era de esperar e escolhemos fechar a noite no restaurante R.C.S. Vinhos Finos, onde o Rogério e sua esposa nos deram diversas dicas sobre empreendedorismo e enologia. As massas frescas custam em média R$25 e o molho da casa é muito saboroso, recomendo.

O dia seguinte era nosso último e fizemos o que não podíamos deixar de fazer, fomos para Pedra do Baú. O complexo é área protegida e para entrar são cobrados R$10 de taxa ambiental por pessoa (só em dinheiro). De lá partem todas as trilhas do complexo: Bauzinho, Baú e Ana Chata, as duas últimas são via ferrata e precisam de equipamento de segurança. Percorremos apenas 15 minutos até chegar na Pedra do Bauzinho, a menor formação rochosa do trio, que dá uma linda vista para o vale e as outras formações. Simplesmente imperdível e apaixonante 😀 !!

Por fim, a ideia era almoçar e pegar o caminho de casa e paramos no Restaurante Lá na Roça, depois de ler ótimas recomendações no TripAdvisor. A família do Vital e da Rosana tocam o negócio e recebem pessoas em sua casa para um almoço da fazenda, no forno a lenha e ao som de moda de viola. Impossível não se apaixonar por cada detalhe. O valor por pessoa é de R$35 (em dinheiro ou transferência bancária). De longe a melhor indicação que posso dar, tanto que chegamos às 13:00 horas e só saímos de lá as 18:30, porque afinal era domingo e tínhamos que voltar para Sampa 😛 rs.

Wow, falei demais.
Parabéns se você chegou até aqui 😀 .
Espero que esse post tenha deixado um gostinho de quero mais e que você possa em breve conhecer a região que é linda, muito mais do que as fotos podem mostrar.
Depois volta aqui e me conta o que achou!!