Bem no caminho para Campos do Jordão está a pequena e menos conhecida Santo Antônio do Pinhal, considerada uma das 12 estâncias climáticas do estado paulista 😀 .

Chegar é muito simples, são apenas 185 quilômetros seguindo pela Dutra ou Ayrton Senna. Os gastos com pedágio não superam os R$30 para ir e voltar (valores atualizados aqui). Nós estivemos por lá no último feriado, fizemos uma escala de um dia, aproveitando nosso caminho para São Bento do Sapucaí (cidade vizinha da qual falaremos em breve).

Santo Antônio do Pinhal é um destino para todas as estações do ano, mas recebe mais turistas no inverno, atraídos pelo clima das montanhas que cercam o município. Na primavera acontece o Festival da Viola, aproveitando a moldura especial que as flores da região – hortênsias, azaleas e orquídeas – oferecem. Além disso, o voo livre e as águas medicinais também dão fama e atraem visitantes.

Contudo, preparamos nosso roteiro focado em conhecer alguns produtores locais e provar um pouco da culinária local. Confira os detalhes abaixo:

Antoniusbier, cervejaria
Assim que chegamos fomos em busca do CaprAlemão, que segundo pesquisamos, tratava-se de uma produção de queijos de cabra. Ao chegar no local nos deparamos na verdade com uma cervejaria artesanal. O alemão, antigo proprietário, além de criar cabras produzia cervejas e vendeu a propriedade quando resolveu voltar ao seu país de origem. O Eduardo e sua esposa compraram as instalações, extinguiram o capril e focaram na produção de brejas.
Aos fins de semana eles abrem o salão onde servem seus rótulos acompanhados de embutidos e queijos da região. Conheça mais clicando aqui.

A Bodega, cachaçaria
Seguimos da cervejaria para a cachaçaria, somos desses 😛 haha.
Por mais de 20 anos a Bodega recebe turistas para degustar suas combinações improváveis. A ideia surgiu em uma conversa de amigos entusiastas do assunto, juntos eles passaram a envelhecer cachaça em toneis de carvalho e depois passaram a incluir frutas no processo, criando novos sabores. Nós provamos combinações como: abacaxi, cambuci, amora, framboesa, damasco, maça e café. Todas disponíveis para compra, para quem quiser levar uma recordação para casa.
Detalhes sobre o funcionamento, aqui.

Casa da Mata, cultivo de shitake
Uma pequena produção orgânica de shitake 🙂 .
O negócio nasceu para ser simples e recebe clientes em busca dos produtos que são vendidos em sua pequena loja, por lá também é possível comprar mosaicos, costuras, geleias, compotas e pimentas.
Não é uma grande atração, mas como não tínhamos ideia de como funcionava uma produção de cogumelos, valeu bem a visita. Informações,aqui.

Nonna Pia Trattoria, restaurante
O Eduardo da Antonuisbier nos indicou o restaurante Nonna Pia que fica bem no centro da cidade e felizmente seguimos a sugestão. A casa é comandada por uma paraense, que casou com um italiano e prepara as melhores e inusitadas combinações das duas cozinhas.
Eu pedi um risoto de cebola roxa, banana da terra, queijo coalho e manteiga de garrafa e o Marcelo uma massa negra tingida de tinta de lula, recheada de camarões e na cama de mandioquinha, ambas muito saborosas e com custa benefício muito bom. Mais informações, aqui.

Pôr do Sol no Pico Agudo
Finalmente era final do dia e seguimos para o Pico Agudo, uma elevação rochosa com 1.703 metros de altitude. Fica lá a pista de decolagem de voo livre e um mirante panorâmico com vista da região da Mantiqueira. A visitação ao local é gratuita, o problema é só estacionar em feriados e fins de semana. Ficamos por lá por quase duas horas, fotografando, observando as pessoas e assistindo o pôr do sol.

Última dica importante: os estabelecimentos na zona rural (fora centro) não costumam trabalhar com cartões, portanto leve sempre algum dinheiro em espécie quando visitar esses locais 🙂 .

Partimos quando já era noite, felizes e satisfeitos. Deixamos de visitar diversas atrações e pontos de interesses por falta de tempo, como as cachoeiras e trilhas, mas voltaremos assim que for possível.
Espero que esse post ajude no planejamento da sua viagem 😉 .