Logo ali, escondido quase na divisa do estado de São Paulo com o estado do Paraná, está um paraíso ecológico batizado Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, ou Petar para os íntimos 😉 .

A maior área de conservação da Mata Atlântica, com 35 mil hectares, 350 cavernas (catalogadas até o momento), cachoeiras, trilhas, comunidades quilombolas, sítios arqueológicos e paleontológicos.
Claro que, com tantos atrativos assim o parque se tornou um dos locais mais incríveis para a prática de esportes de aventura, fotografia e observação da natureza 😀 !

Estivemos por lá, mas antes de contar como foi nossa passagem por aquelas bandas, vou contar tudo o que você precisa saber antes de ir. Caneta e papel na mão, bora?

Onde se hospedar?
O parque está localizado entre as cidades de Apiaí e Iporanga e ambas são opções para quem visita a região. A entrada em dois (dos quatro) principais núcleos, contudo, fica na segunda cidade e por isso ela é mais procurada pelos turistas. Os dois municípios são pequenos e contam com oferta limitada de pousadas e afins, portanto reserve seu lugar antes de ir (nos hospedamos e recomendamos a Pousada Casa de Pedra). Também não espere grandes agitos, balada nem pensar, no máximo um par de bares e restaurantes abertos durante a noite.

Postos de combustível e caixas eletrônicos
Iporanga tem apenas um posto de gasolina e duas agências bancárias (Bradesco e Caixa).
Você enfrentará longos deslocamentos de carro, de um núcleo para o outro, portanto mantenha o tanque cheio. Bem como, precisará de dinheiro em espécie para efetuar o pagamento do guia (que é obrigatório para quem deseja visitar o parque) e das entradas (valores atualizados, aqui). Falando em guia, nós recomendamos muito o Roberto, um cara incrível 😀 , para contatá-lo ligue: (15) 99649-0882.

Roupas e equipamentos
Não é permitida a entrada ao parque, usando regatas, chinelos ou sandálias. Calça, camiseta de manga e sapato fechado são obrigatórios, bem como uso de equipamentos de segurança como lanternas e capacetes. Os monitores ambientais alugam o equipamento de segurança, mas se você tiver o seu, pode trazer e economizar essa graninha 😉 – pagamos R$10 por pessoa/dia. Traga também um calçado extra, as trilhas do Petar atravessam rios, riachos, cachoeiras e algumas cavernas são alagadas, logo você ficará com o pé encharcado ao final do dia.

Sinal de telefone e internet
A única operadora que funciona – e bem mais ou menos – na região é a Vivo. WiFi pode ser encontrado em algumas pousadas, mas sem grande qualidade de sinal. Esteja de coração aberto para desconectar completamente enquanto estiver por lá, vai valer totalmente a pena.

Sem frescura
Último e mais importante, não pode ter frescura no Petar. Você passará a maior parte do dia caminhando (andávamos cerca de 19 quilômetros por dia), molhado e sujo de barro. Vai se arrastar no chão e escalar barrancos, verdade hahaha 😛 . E o pior, vai passar o dia a base de lanches – cujo kit vai comprar pronto no mercadinho da cidade ou preparar por conta própria – já que não tem restaurante ou lanchonete dentro ou próximo de nenhum dos núcleos.

Anotou tudo?
Estando preparado, o Petar tem tudo para ser um dos lugares mais incríveis da sua vida, garantido.
Os amigos do blog Vamos Fugir fizeram alguns posts bem legais da região também, confira aqui.
Em breve o relato de nossa experiência por lá 😀 . Perde não!!