Nesse post eu falei tudo que você precisa saber antes de visitar o Petar.
Se você ainda não leu, corre lá para conferir, eu te espero não se preocupe 😉 .

Ok, agora vou contar como foram nossos dias por lá, tudo o que fizemos.
Antes de mais nada quero mencionar que essa foi praticamente uma viagem de emergência, sem qualquer planejamento ou programação. Aconteceu que nós perdemos nosso voo para o Peru por causa do trânsito intenso de São Paulo. Pois é, frustrante, porém real…

Ficar os 4 dias do feriado em casa, se lamentando pela falta de sorte não estava nos planos e resolvi ligar para a Dona Sônia, lá da Casa de Pedra para saber se ela ainda tinha espaço para gente em sua pousada. Essa hospedagem foi uma recomendação da minha mãe, que esteve lá alguns anos atrás e por mil vezes disse que deveríamos experimentar. Essa acabou sendo a oportunidade perfeita!

Saímos por volta de 10 horas da manhã e levamos sete intermináveis horas para chegar em Iporanga. O município fica apenas 185 quilômetros de Sampa, mas o transito estava muito insano naquele dia 🙁 .

Ao chegarmos já era fim de tarde e não tínhamos muito o que fazer além de passear um pouco pelas ruas, brincar com os cachorros e jantar a comida incrível da pousada. Aliás, não só o jantar, mas em feriados a Casa de Pedra oferece pacotes completos que incluem: hospedagem, lanche para as trilhas, bilhetes de entrada e guia para visitar o parque, consulte opções para as próximas datas aqui.

No outro dia acordamos muito cedo, tomamos um café da manhã bem reforçado, encontramos nosso guia e nosso grupo (amigos maravilhosos que levaremos para vida #gratidão), caímos no carro e seguimos para o parque.

Passamos um dia incrível, percorrendo trilhas, atravessando rios e pontes e visitando as cavernas mais incríveis: Água Suja, Morro Preto e Couto (todas absolutamente preservadas). Andamos por muito quilômetros, ficamos exaustos, molhados, sujos de barro e incrivelmente maravilhados com tudo 😀 .
Uma sensação absurda de conexão com a natureza.

No dia seguinte saímos para explorar uma caverna fora no parque, cuja água subia até a altura do pescoço. Infelizmente não me recordo o nome dela, mas você pode contatar o Roberto, que foi o nosso guia, e pedir que ele te leve até lá, (15) 99649-0882.

De lá seguimos para o Vale das Ostras, uma trilha de cinco quilômetros que passa por 11 cachoeiras, terminando na linda Cachoeira do Meu Deus, com seus 53 metros de queda e encantamento.

Terceiro e último dia do feriado, deixamos Iporanga bem cedo e seguimos para Eldorado, para conhecer o Parque Estadual da Caverna do Diabo onde está a maior caverna do estado e a única da região cujo parte da extensão (700 dos seus 6.500 metros) está iluminada artificialmente, com intuito de mostrar as formações rochosas de seu interior e com isso promover educação ambiental.
Uma visita que certamente vale muita a pena.
Mais informação sobre horário de visitação e valor de entrada, aqui.

O Petar foi para nós uma incrível surpresa, exatamente o abraço que precisávamos depois de perder uma viagem que tínhamos planejado tanto. Lá estivemos desconectados do mundo, mas profundamente conectados com nós mesmos, totalmente em paz com a natureza e desfrutando de uma energia mágica.
Recomendamos muito para quem curte aventura, contato com a natureza e tranquilidade.

Nós mal podemos esperar para voltar.
E você? Me conta se você tem planos de viajar para lá, ou se já foi e o que achou 🙂 .