Qual lugar você quer conhecer mas sempre fica adiando?
O nosso era Paraty, fazíamos milhões de planos e sempre desistíamos de todos por vários motivos, mas o principal era: é tão perto que podemos ir em qualquer outra oportunidade. #quemnunca?

No inicio desse ano finalmente tiramos o projeto do papel e quando fomos fazer a trilha da Praia do Sono (contamos nesse post) aproveitamos para conhecer um pouco mais dessa cidade linda que fica espremida entre a serra e o mar. Quem leu nossos posts sabe que depois de percorrermos a trilha nós ainda fomos assistir o pôr-do-sol em Trindade (olha aqui ó 😉 ) e só depois partimos para Paraty.

Escolhemos nos hospedar no Breda Hostel devido sua ótima localização e as boas avaliações dos viajantes na internet. Fizemos nossa reserva diretamente pelo Booking e escolhemos o quarto compartilhado (boas camas e banheiro espaçoso), a diária com café da manhã saiu por R$70/pessoa. Assim que entramos fomos recebidos pelo Pablo, um argentino que largou Buenos Aires para abrir o negócio junto com um amigo, o cara é muito gente boa e imediatamente nos sentimos em casa.

Além dos quartos o Breda oferece uma área de lazer com redes e mesa de jogos e um bar com bebidas e porções e por isso nós já pedimos nossas caipirinhas (estavam em promoção) e um Jorge Amado – drinque de limão, cravo, canela e cachaça local. Foi bem difícil sair de lá para curtir a noite no centro, mas fomos forte e estávamos com fome haha 😛 .

O que dizer da vida noturna no centro histórico? Ferve.
Muitos bares, uma porção de restaurantes, ruas e lojas lotadas. Gente de todas as idades e de todos os lugares do mundo, música por todo canto, aquela vibe e alto astral de praia.

Jantamos em um bistrô ok, mas esquecemos o nome do lugar 🙁 .
Depois fomos caminhar sem destino pelas ruelas até a necessidade de dormir nos pegar de jeito.

Domingão e lá estamos nós, acordados logo cedo para ver as construções históricas na luz do dia.
Paraty parece ter parado no tempo, preservando as instalações do Ciclo do Ouro que foram tombadas posteriormente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1958. Com as ruas vazias pudemos contemplar a beleza singela dos casarões coloniais e igrejas dos séculos 18 e 19 e as ruas que foram calçadas pelos escravos e onde o tráfego de veículos motores é proibido.

Estávamos maravilhados com cada detalhe, com a mistura de cores e texturas quando fomos surpreendidos com uma inundação. Localizada praticamente em nível do mar, as ruas levam em conta o movimento das marés pois são constantemente alagadas por ela (descobrimos o motivo das calçadas tão altas e dos caranguejos kkk 😀 ).

Deixamos o centro e seguimos para Praia do Jabaquara, um local não muito bom para banho devido solo barrento mas ótimo para pratica de SUP e caiaque com preços populares.
Foi por lá que relaxamos um pouco antes de pegar a estrada de volta pra casa.

Valeu incrivelmente a pena conhecer Paraty, cidade que ficou em nosso coração.
Queremos voltar o quanto antes para conhecer suas mais de 60 ilhas e 90 praias (a maioria delas acessível somente de barco ou trilhas). Quando isso acontecer voltaremos aqui para contar mais 😉 . Você já foi à Paraty?
Conheceu as ilhas e andou de barco? Deixe suas dicas, vamos adorar saber.
No mais, nos vemos na estrada e no próximo post. Tchau 🙂 !