No final do ano passado conseguimos quatro dias de folga e decidimos passar nossa virada de ano em algum lugar fora de São Paulo, para descansarmos, refletirmos sobre tudo que enfrentamos durante 2016 (uau, foram dias complicados), agradecermos pela vida e curtimos a companhia um do outro.

Pesquisamos muito até encontramos uma opção acessível, afinal a vida não está fácil para ninguém não é verdade? Cogitamos ir para o litoral do Rio, ou para o sul do estado de Minas Gerais, mas foi em Mauá que encontramos o melhor custo beneficio alinhado com nossos desejos e necessidades.

Achamos pelo Booking uma ótima opção de hospedagem e recomendamos para quem tiver interesse, a Pousada Encanto do Visconde tem quartos confortáveis, um ótimo café da manhã e um atendimento especial. A Tháryka está à frente das operações e nos deus muitas dicas que nos ajudaram a aproveitar melhor os arredores 😀 .

Viajamos de São Paulo até lá seguindo direto pela Rodovia Presidente Dutra, foram no total 310 quilômetros percorridos e fizemos duas paradas rápidas pelo caminho: a primeira em Penedo (confira aqui) e a segunda na Serrinha do Alambari (confira aqui). É uma viagem segura, tranquila e muito bonita. Os valores atualizados de pedágio para essa rota você encontra aqui.

Ouvimos pouco sobre Visconde de Mauá e ficamos surpresos com tudo que encontramos por lá, essa região não tem metade do prestigio que deveria ter – sério – ficamos muito apaixonados por cada esquina, por cada cachoeira, por cada pessoa e por cada flor que encontramos no caminho kkkk.

Chegamos na sexta à noite e fomos descansar, no sábado – último dia do ano – fomos subir o Pico da Pedra Selada (o post com detalhes da trilha está aqui). Saímos de lá e fomos direto para o Poço do Marimbondo, uma coisa linda que nem sabemos explicar, mas estava ameaçando chover e tivemos que deixar o local rapidinho (a região é bem conhecida por trombas d’água, portanto é recomendado deixar os poços ao menor sinal de chuva 😉 ).

Perto da hora da virada abrimos um vinho e depois fomos para o centro para jantar e curtir os fogos 😀 . Maringá é o centrinho da região de Visconde e trata-se de uma pequena cidade dividida entre os estados de Minas e Rio, sua principal avenida reúne restaurantes, cafés, sorveterias e bares.
Vibe incrivelmente positiva rola por lá.

Na manhã seguinte, primeiro dia de 2017, seguimos para Bocaina de Minas com intuito de conhecer as cachoeiras do Sítio Alcantilado. A fazenda virou atrativo turístico depois de abrir ao público uma trilha que passa por nove diferentes quedas d’água. Dá pra passar o dia por lá pois a trilha é longa e os poços são bons para banho. A dica é levar um lanchinho, pois a única lanchonete disponível fica na base da trilha e todo mundo para lá na volta para tomar uma cerveja artesanal e comer um pastel frito na hora, nós provamos o famoso sabor pinhão com queijo e só de lembrar dá uma saudade haha 😛 .

À noitinha curtimos uma pizza incrível na Esquina da Pizza, em Maringá lado Rio. A massa fina assada na pedra é de uma delicadeza incrível, crocante e saborosa. Os valores são bens justos (o pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão de débito). Recomendamos.

Nosso último dia na região foi um misto de gratidão e certa tristeza, dá vontade de ir embora não gente.

Acordamos cedo para conhecer a Queda do Escorregador e o Poção nos Sete Metros, ambos na popular área da Maromba. Curtimos nosso ultimo café na pousada e fomos ao mercado para comprar um estoque dos produtos locais que provamos por lá (queijo, manteiga, goiabada e biscoitos).

Como a viagem é um pouco longa, nos despedimos na hora do almoço e pegamos a estrada 🙁 .
Visconde nos marcou de muitas maneiras, é um lugar lindo, cheio de belezas e com muita energia boa. As pessoas foram incríveis com a gente e a comida era tão boa que parecia mentira.

Não tinha como começar um ano de maneira melhor e por tudo isso que ficou gravado no coração nós seremos eternamente gratos.

Viajamos, para sentir a vida em nós e nunca nos sentimos tão vivos como em Visconde de Mauá.
Tá esperando o que para correr pra lá? 😉