Quem segue pela Rota de Emoções normalmente vai do Ceará até o Piauí e só depois segue para o Maranhão. Nós modificamos um pouco o itinerário porque nosso ponto de chegada e de partida era a capital cearense, então fomos direto de Jericoacoara para os Lençóis e na volta paramos em Parnaíba, dessa maneira quebramos um pouco a longa viagem de volta à Fortaleza.

Nosso principal objetivo por lá era conhecer o Delta do Parnaíba, o maior das Américas, coisa que – já adiantamos – infelizmente não aconteceu. De qualquer maneira contamos agora como foram nossos dias por lá 😀 , para quem ainda não viu, os outros post dessa série estão aqui, aqui e aqui.

Deixamos o Maranhão após o horário do almoço e dirigimos por longas horas até encontrarmos uma Parnaíba chuvosa, no inicio da noite. Esse caminho, apesar de extenso foi tranquilo, as estradas no geral estava em boas condições. Encontrar o nosso hostel foi tarefa fácil com o auxílio do Google Maps.

Escolhemos nos hospedar no Delta Hostel e assim que chegamos fomos recepcionados pelo Diego e pelo Cassiano, conhecemos ainda a Lany, sócia do empreendimento e o Delta, o gatinho mascote de lá. Naquela mesma noite provamos a melhor caipirinha do mundo, cortesia dos anfitriões e já nos sentimos em casa. Não temos palavras para descrever o quanto recomendamos o lugar: as instalações simples porém ótimas, o café da manhã diversificado, o estacionamento seguro e a equipe, formada pelo melhor tipo de pessoas que você encontra em uma viagem. Ah, o hostel fica pertinho da rodoviária, fácil acesso para quem chega de ônibus na cidade. Fizemos nossa reserva diretamente pelo Booking.

A primeira noite já nos mostrou quanto o estado iria nos surpreender, jantamos a melhor pizza que já provamos fora de São Paulo (sim, somos paulistas orgulhosos da nossa tradição em pizzaria 😛 ) na Pizzaria Rústica e finalizamos com uma boa conversa no sofá do nosso hostel.

No dia seguinte o plano era navegar pelo delta, mas como não tínhamos reservado com nenhuma agência indicada, não conseguimos vaga. O Cassiano até tentou diretamente com todos os contatos que ele tinha, mas não deu certo. Como não queríamos arriscar fazer o passeio com uma agência que não conhecíamos mudamos o roteiro do dia e fomos explorar o litoral. Não é grande a extensão de praias do Piauí, são apenas 66 quilômetros no total e as mais conhecidas estão no município de Luís Correa.

No caminho entre o centro e as praias, paramos para apreciar os lindos Lençóis Piauienses, formações de dunas mescladas com vegetação e pequenas lagoas, literalmente um oásis.

Seguimos de lá para a Praia de Macapá, o tempo começou a ficar instável, mas mesmo assim deu para caminhar na praia e observar as piscinas naturais que fazem tanto sucesso por lá.

Nosso objetivo principal era conhecer Barra Grande, muito popular pela prática de esporte de vento e paraíso natural da região. Infelizmente, assim que chegamos lá começou uma chuva tão forte que tivemos que esperar dentro do carro por mais de meia hora. Quando finalmente a chuva parou partimos em busca de um quiosque para comer (afinal comer é vida). Tinha muita gente na praia, mesmo com a chuva e todos os estabelecimentos estavam lotados. Encontramos uma mesa em um dos quiosques cujo nome não nos lembramos – desculpe 🙁 – e ficamos bebendo e petiscando. Aliás, comer e beber custa muito barato por lá, caranguejo e lagosta então… Quase de graça.

Já ao final da tarde seguimos para a Praia do Coqueiro, na esperança de ver o pôr-do-sol e no caminho paramos para uma foto na famosa Árvore Penteada, que ganhou o nome em função de sua curiosa formação influenciada pelos fortes ventos da região.

Quando chegamos à Praia do Coqueiro voltou a chover e só nos restou desistir e voltar pra nossa acomodação. Só que antes de deixarmos o local entendemos o motivo do seu nome, muito e muitos coqueiros espalhados pela areia e você pode imaginar o que fizemos, pegamos logo três cocos enormes e colocamos no carro. Não nos pergunte se isso é permito ou não, até hoje não sabemos, de qualquer maneira tentamos dar uma fuga e nosso carro atolou – o crime não compensa haha 😛 .

Chegando ao hostel a chuva engrossou de vez, aproveitamos para descansar e só mais tarde saímos para jantar em uma churrascaria, cujo nome também não recordamos, mas encontramos rastreando estabelecimentos que aceitavam o Alelo VR (vai pensando que não temos nossos truques 😉 ).

A manhã seguinte era a última no Piauí e planejamos ir para Praia Pedra do Sal, bem conhecida por lá, só que conhecemos a Martinha – melhor espanhola que vive no Brasil – e junto com ela, a Lany e o Cassiano levamos o café da manhã até a hora do almoço. Melhor conversa, melhores recordações.
Dividimos com eles nossos cocos furtados, o que faz deles nossos cúmplices só pra constar.

Ao meio dia, com coração apertado decidimos que era hora de seguir viagem.
Deixamos o estado com muita vontade de voltar, um lugar surpreendente do qual pouca gente tem conhecimento, com praias lindas, cânions incríveis e paisagens de tirar o fôlego.

Nossa série termina no próximo post, no último destino dessa viagem incrível, a Praia do Cumbuco.
A gente se encontra na estrada, a gente se vê por lá 🙂 .

Aos amigos que fizemos por lá, nossa eterna gratidão, esperamos vê-los em breve.