Jericoacoara é o primeiro destino da Rota das Emoções para quem começa a viagem pelo Ceará.
Quem já esteve por lá sabe que o slogan turístico da região é “O Paraíso é Aqui”, o que pode soar pretensioso, mas é bem verdadeiro 😀 . Trata-se de um lugar único no mundo, cheio de belezas naturais, boa comida e boa gente. Um lugar que você deve incluir nos seus planos.

O que pouca gente sabe é que Jeri é uma pequena vila localizada dentro do Parque Nacional de Jericoacoara, que por sua vez é uma área de preservação ambiental controlada pelo ICMBio.
O status de paraíso turístico só surgiu em 1985, quando estrangeiros compraram as terras que pertenciam aos pescadores e instalaram as primeiras pousadas por lá.

A extensão do parque ocupa parte de três municípios: Jijoca de Jericoacoara, Cruz e Camocim. Escolhemos fazer nossa base na primeira cidade da lista, pois seria possível chegar até o local com o carro pequeno que alugamos, porque nela está localizada a famosa Lagoa do Paraíso e também porque de lá seria mais fácil pegar um transporte apropriado até a vila.

Escolhemos no Booking a Pousada Paraiso dos Ipês como nossa casa por esses dias e não poderíamos ter feito melhor escolha, um verdadeiro achado. Toda equipe é maravilhosa e todos se tornaram nossos amigos. As instalações são novas e muito confortáveis e fica muito próxima das barracas da lagoa.

Dirigimos longas quatro horas para chegarmos do aeroporto de Fortaleza até Jijoca e chegamos por lá somente no final do dia. Então, aproveitamos a noite no centrinho da cidade, comendo e bebendo no Casarão Bar, que indicamos muito.

Na manhã seguinte corremos para a lagoa, o cartão postal da região e queridinha dos turistas.
Fomos com nosso carro e paramos na barraca Nova Esperança, vale mencionar que The Alchymist é a barraca de praia mais famosa de lá, mas os preços são bem mais altos 🙁 .

Ficamos a manhã toda curtindo banhos na água doce da lagoa – que é formada pela chuva – e relaxando nas populares redes. Aproveitamos também para dar uma volta de caiaque por apenas 10 reais meia hora, para quem curte, por lá eles oferecem ainda SUP e passeios de jangada 😉 .

Fomos almoçar no centro da cidade, no Restaurante Pizza Pazza e voltamos para nossa pousada para pegar o transporte que nos levaria até Jeri.

Para chegar de Jijoca até lá são longos 30 quilômetros de dunas parque adentro. Um caminho difícil e sem qualquer marcação, que turista nenhum deve fazer sozinho. Para passar na areia fofa e nas poças pelo trajeto é necessário um veículo 4×4, alguns guias locais levam carros pequenos até lá, mas é bastante arriscado, não recomendamos não só pelo risco, mas também porque não vale a pena.
Tínhamos então três opções para ir e voltar: alugar um buggy por R$220,00, locar uma pick-up por R$140,00 ou pegar uma jardineira por R$30 reais por pessoa (jardineira é um veiculo 4×4 com bancos adaptados na caçamba, de modo que comporte o máximo de pessoas possíveis, meio de transporte usado pelos moradores da região).
Escolhemos a jardineira porque economizar é parte da vida de um viajante.

Foi ai que começou a emoção, a D-20 que foi nos buscar era mais velha que o descobrimento do Brasil e estava lotada, de gente e de coisas. Nos esprememos onde dava e sacolejamos loucamente por 40 minutos até chegar. São TANTAS emoções hahaha 😛 .

Passeamos por Jeri e cinco e meia seguimos para a famosa Duna do Por do Sol, aonde vimos um dos finais de dia mais memoráveis das nossas vidas. Uma curiosidade interessante é que essa é uma duna móvel, que pela ação do vento cobriu todo um coqueiral que existia ali.

Curtimos um pouco mais da vibe da vila depois do escurecer. Nos bares, música tocando e nos restaurantes, luz de velas nas mesas. Turistas de todos os lugares do mundo, ostentando seus bronzeados rosados pelas ruas. Uma mistura incrível de cores, cheiros e figuras.

Quando resolvemos voltar já era por volta de 8 da noite e precisávamos de uma jardineira. A parte engraçada é que esperamos por mais de uma hora e nada, perguntamos e várias pessoas disseram que não teria mais nenhuma naquele horário. DESESPERO total nessa hora hahaha.

Estávamos convencidos de que dormiríamos na areia quando passou um carro levando uma mudança para cidade, com dois lugares vagos, número exato para nos acomodar. Caímos para dentro e lá se foram mais 40 minutos de escuridão total nas dunas até chegarmos a Jijoca.
Fomos dormir exaustos, porém felizes e agradecidos.

Na manhã seguinte já era hora de pegar a estrada! Jeri foi breve, mas foi intensa em nossas vidas. Jamais nos esqueceremos das pessoas incríveis que o destino colocou nos nossos caminhos e das paisagens maravilhosas que Deus fez e que os homens estão cultivando.
Nossa viagem continua para os Lençóis Maranhenses no próximo post 🙂 .