Planejamos no ano passado uma viagem para conhecer Cusco e Machu Picchu.
Começamos nossas pesquisas com bastante antecedência e fechamos em agosto passagens para o feriado de novembro. Encontramos um precinho bastante atrativo na ocasião – cerca de R$1.6 mil por pessoa – pela Decolar, para voar Latam 😀 .
Seguimos o protocolo: reservamos hospedagem, compramos seguro viagem internacional, reservamos estacionamento no aeroporto, compramos os bilhetes de trem para conhecer as ruínas de Machu Picchu e fizemos a mala. Tudo estava lindo e maravilhoso até o fatídico dia da viagem.

Nosso voo decolava de Guarulhos às 20 horas da sexta-feira, véspera de feriadão e nos programamos para sair bem antes do horário e assim termos tempo de embarcar sem problemas. Sabíamos de nada, inocentes!
Levamos QUATRO imensas e horríveis horas de puro desespero só na Marginal Tietê. Quem ai é de São Paulo e sabe do que eu estou falando? Gente… 4 horas para percorrer míseros 20 quilômetros até o aeroporto. Se não existe Lei de Murphy quem explica o que aconteceu? Mas brasileiro é um povo que não desiste nunca e quem somos nós para lutar contra nossa natureza? Chegamos no GRU por volta de 21 horas na esperança (que ainda não tinha morrido) de conseguir uma vaguinha em qualquer outro voo para Lima, naquela mesma noite. O terminal estava um caos, parecia que toda a cidade estava fugindo de uma invasão zumbi. Nunca vimos tanta gente, tanta fila e tanta correria naquele lugar 🙁 .

Fomos à loja da Latam para explicar a situação e saber como proceder e essas foram as conclusões:
– Todos os voos para Lima estavam lotados;
– Ainda que nossa conexão para Cusco só saísse no outro dia de manhã, como não tínhamos embarcado para Lima nossos bilhetes para Cusco tinham sido automaticamente cancelados.

O que você faria? Eu fiz o que qualquer adulto maduro faria naquela situação: chorei.
Até aquele momento nunca tínhamos perdido um voo e não tínhamos ideia do que aconteceria a seguir, foi quando a moça do balcão (que não parecia estar com dó de mim, afinal ela já deve ter testemunhado muito choro naquele balcão) me explicou:
– Tínhamos um ano da data da compra das passagens para remarcar o voo;
– Pagaríamos uma taxa de remarcação (cujo valor varia de companhia para companhia e é diferente para trechos nacionais e internacionais) e a variação no preço da passagem, se houvesse.

Bom… Nem tudo estava perdido!
Conseguimos cancelar tudo, exceto o seguro e começamos na semana seguinte a saga para encontrar uma data viável para a viagem com uma tarifa que não nos deixasse falidos até o ano de 2050.

O processo de remarcação pode ser feito direto pela companhia ou pela operadora de turismo, caso tenha comprado com uma. Nós fizemos todas as cotações on-line pelo site da Decolar e quando encontramos uma opção fechamos on-line também.
Momentos depois um responsável na Decolar liga para confirmar sua intenção de alteração e enviar a formalização para a companhia aérea. Depois eles ligam para informar o valor final – que não é o que aparece na tela inicialmente, aquele valor é uma estimativa apenas 🙁 – e confirmar a operação.

Esse processo, apesar de automatizado é cansativo e trabalhoso e a Decolar falhou em uma das operações, pois simplesmente ninguém ligou para confirmar a mudança e perdemos a tarifa.
Por fim, conseguimos uma remarcação para o mês de maio e pagamos cerca de R$360 reais por pessoa pela nova emissão. Detalhe importante: pelo menos no nosso caso, não foi possível parcelar esse valor.

Queremos ressaltar que perder o voo não é nem de longe uma situação agradável, gera estresse e até alguma perda financeira (invariavelmente), mas tem solução 🙂 .
De qualquer maneira esperamos que você nunca passe por isso!
Logo mais vamos contar afinal como foi finalmente pisar na cidade sagrada dos Incas, perde não!!