Machu Picchu está presente na lista de desejo de quase todo viajante e não é pra menos, a cidade perdida dos Incas é uma das sete maravilhas do mundo moderno e foi declarada Patrimônio Arqueológico da Humanidade pela UNESCO.

Sempre sonhamos em conhecer o lugar, mas não tínhamos menor ideia de quão longe, difícil e custoso seria chegar lá até finalmente desenharmos o nosso roteiro 🙁 . Só para justificar a distância, imagine você que as ruínas – datadas do século XV – só foram descobertas em 1911. A velha montanha, seu significado em quíchua, está localizada 2.400 metros de altitude, no Vale do Rio Urubamba.

O titulo sensacionalista desse post disse que lá é o lugar mais longe do mundo, certo?
Bom, foi para nós o lugar mais longe ou difícil de chegar que já fomos até hoje hahaha 😛 .
Se colocarmos em sequência o trajeto completo até lá ficaria assim: uma carona até o aeroporto de Guarulhos, um voo de São Paulo para Lima, um voo de Lima para Cusco, um táxi de Cusco para estação de trem em Poroy, o trem até Águas Calientes e um ônibus de Águas Calientes até o topo da montanha.
Mas para você não se perder no processo, vamos contar como foi nosso passo a passo:

1. Devido nossa falta de tempo, decidimos que nossa cidade base seria Cusco e que não pernoitaríamos em Águas Calientes – o vilarejo aos pés da Machu Picchu. Muita gente escolhe passar a noite na cidade, pois essa é a opção mais tranquila e confortável para quem tem tempo.

2. Verificamos as tarifas de ida e volta no mesmo dia nos sites das duas companhias de trem que oferecem o trajeto, são elas: Peru Rail e Inca Rail e escolhemos a Inca porque o valor dos tíquetes era mais barato. Pagamos US$ 174 por pessoa para ir e voltar. Você pode realizar a compra com cartão de crédito, porém não pode parcelar. A estação de Cusco na verdade fica na cidade vizinha, chamada Poroy, portanto quando for fazer sua busca procure por partidas dessa estação. Ambas as empresas oferecem também partidas da cidade de Ollantaytambo e Urubamba.

3. Tentamos adquirir do Brasil os tíquetes de acesso ao parque, que é comercializado pelo governo do país neste site, mas não tivemos sucesso, pois o sistema de segurança não aceitava o nosso cartão de jeito nenhum. Nós queríamos comprar adiantados porque existe um número limitado de ingressos à venda por dia e em alta temporada essa quantidade é atingida rapidamente. Esse mesmo site tem uma ferramenta que te permite ver quantos ingressos estão disponíveis para o dia em que você tem interesse, um dia antes da nossa viagem ainda tinham mais de 500 ingressos à venda, então fomos tranquilos.

4. Aterrissamos no aeroporto de Cusco na madrugada de sexta-feira e passamos o dia todo curtindo a cidade (contamos mais aqui e aqui). Aproveitamos esse dia para comprar os ingressos de entrada ao Santuário, na bilheteria oficial localizada no endereço: Calle Garcilaso 223. Pagamos UDS62 por pessoa, além do cartão de crédito eles aceitam pagamento em espécie (soles ou dólares). Você também pode comprar os ingressos na bilheteria oficial de Águas Calientes, próximo à praça central da cidade.

5. Acordamos as quatro da manhã do sábado para pegar o trem, foram 20 minutos de táxi do centro de Cusco até a estação em Poroy e a corrida nos custou 31 soles peruanos.

6. Embarcamos no vagão da Inca e curtimos quase três horas de viagem atravessando o vale e ficando de cara com as paisagens mais lindas. Durante o trajeto foram oferecidos dois serviços de bordo, com bebidas variadas, biscoitos e um lanche.

7. Chegamos por volta de nove da manhã em Águas Calientes e fomos para a bilheteria do ônibus, que fica ao lado da estação. O valor do ônibus para subir e descer a montanha é de USD 24 por pessoa e eles aceitam pagamento em espécie (soles ou dólares) ou em cartão de crédito bandeira mastercard. Você pode optar por subir a pé, o que não recomendamos caso tenha pouco tempo, a subida é longa e íngreme e a altitude castiga bastante, o que torna o trajeto demorado. Foram 15 minutos de ônibus e finalmente estávamos em Machu Picchu 😀 .

Queremos acrescentar alguns comentários:
* O uso dos banheiros do parque é cobrado a parte.
* Existe apenas uma lanchonete no local, com preços astronômicos.
* Tem bastante fila para entrar e sair, e para pegar os ônibus também, se programe.
* O local é bastante grande e tem muitas escadas, então vá com tempo e não force muito o seu corpo. Leve muita água e algum lanche para recuperar a energia.
* Os guias oferecem seus serviços na porta do parque e você pode contratar um profissional para atendimento privado ou fazer parte de um grupo.
* A partir de 01 de julho as entradas para o santuário só valerão para meio período, portanto você deverá escolher se visita o local na parte da manhã ou da tarde (o valor da entrada não muda 🙁 ).

Por último e não menos importante: Machu Picchu tem um dos carimbos turísticos de passaporte mais cobiçados da comunidade viajante. Não deixe de carimbar o seu, na cabine turística localizada logo depois da saída do parque 🙂 .
Mais fotos e menos palavras no último post dessa nossa visita ao Peru!