Ou “Nunca mais faremos uma trilha classificada como íngreme na vida” !

No último dia de 2016 acordamos cedo para encarar o nosso último desafio do ano – subir o Pico da Pedra Selada. Essa era para ser mais uma estória de superação para contar, mas a realidade nem sempre é como idealizamos.

Antes de contar nossa experiência, aqui vão alguns dados técnicos: localizada na região de Visconde de Mauá, a Pedra Selada possui 1.755 metros de altitude e ganhou esse nome devido seu formato semelhante a uma sela de montaria e sua trilha é classificada como semipesada.

Certamente estávamos animados com a caminhada e no café da manhã ainda podíamos sorrir inocentemente sem saber o que estava pela frente. Seguimos de carro até o local que é parte de uma propriedade privada (fazenda do Sr. Alcebíades), é bem fácil chegar lá – tem sinalização e todo mundo conhece. Para ter acesso, pagamos uma taxa de dez reais por pessoa e sete reais de estacionamento.

São apenas 2 quilômetros de trilha até o mirante da pedra e parece fácil assim, SÓ olhando. A verdade é que a trilha é BEM íngreme e começa em um descampado – leve muito protetor – e termina em mata densa e fechada – leve muita água (ou pelo menos uma garrafa, já que as quedas do caminho tem água potável). Ao final da trilha está o pior trecho, bastante difícil, com cordas para apoio. A pedra tem que ser escalada de leve para ter acesso ao mirante.

Foi de longe a pior trilha da nossa vida, e olha que estamos razoavelmente acostumados a fazer trekking, demoramos duas horas e meia para subir e paramos um milhão de vezes para recuperarmos o ar. Teve tombo, claro 😛 , o chão estava seco então já viu, mas nada grave aconteceu ainda bem hahaha!

Quando finalmente chegamos ao topo o tempo fechou e ameaçou chover então resolvemos descer logo.
Quem pensou que a descida seria mais fácil que a subida (tipo, nós!) se enganou 🙁 , justamente pelo chão escorregadio a descida estava complicada e tivemos que tomar muito cuidado.

A MELHOR parte ficou para o final – igual aos filmes de Hollywood, mas sem o glamour, zero glamour, só tristeza mesmo. Quando alcançamos a parte descampada da trilha começou a chover, chover e relampear, CHOVER FORTE, RELAMPEAR E CHOVER GRAZINO. Tá bom pra você? Pois é…

O chão seco escorregadio virou um barro mais escorregadio ainda e nós só pensávamos em sair dali antes de sermos atingidos por um raio e morrermos de véspera (imagina as manchetes no jornal). Por fim, quando finalmente chegamos na base da trilha parou de chover e FEZ SOL!
Sim, 2016 foi um ano que só trolou a gente, o que esperar do último dia não é mesmo?

Aqui missão dada é missão cumprida e deixamos o Pico da Pedra Selada satisfeitos mas não voltaremos nunca mais 😛 . Esperamos que esse relato ANIMADOR te inspire a fazer a trilha também, e ó… Vem contar pra gente o que achou (se você subir de boa, por favor, minta para nos sentirmos melhor kkk).