Atire a primeira pedra quem nunca pensou em ir até o Paraguai para fazer umas comprinhas. Apesar da forte fama de falsificador, o país é referencia em preços baixos e muita gente cruza a fronteira atrás de uma boa economia.

Nós já estivemos no Paraguai no ano passado e contamos nossas experiências pela capital paraguaia nesses posts aqui. Contudo, Asunción não é exatamente uma Meca do consumo e por isso aproveitamos nossa estadia em Foz do Iguaçu para ir até a cidade do leste e conferir o porquê da fama dessa pequena cidade fronteiriça.

A experiência de visitar a cidade começa bem antes da fronteira e requer paciência, pois o trânsito de pessoas e carros é intenso. Em nosso caso, mesmo chegando bem tarde – por volta de 15 horas – o volume de automóveis ainda era bem grande para atravessar a ponte. Nós optamos por estacionar o carro do lado brasileiro e pagamos R$ 40,00 por um estacionamento que funcionaria até às 20 horas (a maioria dos estabelecimentos fecha às 18 horas e o valor da diária custa em média de 25 a 30 reais).

Atravessamos a famosa Ponte da Amizade a pé e ficamos realmente surpresos ao constatarmos que não existe controle migratório em nenhum dos lados (na verdade até existe, mas os oficiais só checam os documentos daqueles que voluntariamente passam pelas cabines, coisa que nós fizemos 😛 hahaha). IMG_5990

Se você for até lá com intuito de fazer compras chegue cedo, bem cedo. Depois das 16 horas todos os vendedores de rua já foram embora e as grandes lojas como SAX e Monalisa estão fechando 🙁 . Visitamos a CellShop e o Shopping Del Este, já que ambos possuem horário de atendimento estendido, mas fomos alertados nas ruas de que os preços nesses lugares são um pouco mais altos que nos demais. O Shopping China e o Shopping Paris também estavam abertos nestes horários.

Encontramos de tudo um pouco nas lojas que visitamos, na CellShop uma infinidade de eletrônicos, bebidas e cosméticos com preço bem mais baixo do que os praticados no Brasil. No Shopping Del Este encontramos diversas lojas com uma infinidade de produtos, os cosméticos tinham preços melhores que na CellShop e os tênis também tinha preços bons – meu pai e minha irmã compraram pares de marcas conhecidas por cerca de 20 dólares cada. IMG_5992

Quando deixamos o último shopping às ruas já estavam praticamente vazias, só o transito na fronteira persistia. Passamos na imigração para registrar nossa saída e atravessamos a ponte, mesmo sendo tarde – já era quase noite – voltamos sem problemas. Por fim, fizemos algumas compras e sentimos um pouco do burburinho do local, gostaríamos de ter chegado mais cedo para ver as ruas repletas de vendedores e clientes, mas vai ficar para próxima vez 🙂 .

É impossível não comparar Asunción e Ciudad Del Este, mas não podemos fazer uma avaliação adequada já que andamos apenas por alguns pares de ruas dessa vez. A capital paraguaia tem seus problemas, mas tem seu charme, em contrapartida a região da fronteira parece um tanto abandonada, suja e perigosa (só parece mesmo, nós estávamos prestando atenção em tudo e não nos sentimos ameaçados). Se o seu objetivo é apenas comprar certamente o melhor lugar é Ciudad Del Este.

Antes que nos esqueçamos, nesse post comentamos que no Paraguai a gasolina é bem mais barata. Meu pai atravessou a fronteira a noite – por volta de 22:30 – e o movimento de carros estava bem tranquilo, ele abasteceu em um posto Petrobrás pagando em reais o equivalente a 2,16 por litro de gasolina (na conversão do dia). Rodamos muito mais com esse tanque porque lá a gasolina comercializada é pura, então se informe em sua hospedagem onde abastecer o carro em Ciudad Del Este e vá à noite para não perder tempo na ponte, vale bastante a pena.

No próximo post vamos finalmente falar do tão amado lado brasileiro das cataratas e também sobre outras atrações de Foz que tivemos oportunidade de conhecer.
Continue na estrada e nos vemos lá!