Fundado há quase trinta anos, o Valle Nevado ainda é o maior – e certamente o mais popular – centro de esqui do Chile. Para construir a estação, os franceses fundadores do projeto se inspiraram no mais alto padrão de qualidade conhecido na Europa, até então.

Localizado próximo a capital chilena, atrai milhares de turistas ao longo de todo o ano, mas especialmente na temporada de inverno – que inicia em junho e termina em outubro. Mais de cem pistas estão à disposição para todos os níveis de praticantes de esportes de neve, além de oito teleféricos para movimentar todo mundo de um lado para o outro.

A estação fica aberta para visitantes oriundos de Santiago ou de outros centros próximos. Contudo é possível se hospedar no incrível complexo e ter uma experiência mais completa e cara 😛 haha.

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A van que nos levou de Santiago até o Valle.

Como contamos aqui que enfrentamos altas temperaturas em nossa visita ao país. Ainda assim, era nossa vontade subir as cordilheiras e conhecer as atividades de verão do complexo. Só cometemos um erro… Escolhemos realizar o passeio no dia do Natal e fomos alertados pela nossa operadora para a possibilidade de o parque estar fechado – para os desavisados, o Natal é um dos chamados “feriados irrenunciáveis” do Chile, isso significa que quase todas as atividades do país cessam completamente.

Arriscamos, pois de qualquer maneira não teríamos nenhuma outra atividade para fazer na cidade ao longo do dia e ficar em casa assistindo a programação chilena estava fora de cogitação.

Pela manhã fomos recepcionados pelo Carlos, nosso motorista e guia e seguimos até a base da cordilheira, onde paramos em uma conveniência. Então, partimos para as curvas mais terríveis da minha vida. É necessário seguir em velocidade reduzida, pois em alguns pontos só passa um veículo de cada vez e também porque no verão é comum a presença de ciclistas na via. 

Nosso guia mencionou que no inverno, além dos pneus de neve é preciso estar atento às condições da estrada e aos horários para subida e descida para não ficar preso no topo da cordilheira. Ele disse ainda que algumas vezes a estrada é fechada devido tempestades de neve. Portanto, quem pretende subir os Andes dirigindo deve redobrar a atenção e buscar informações com antecedência 🙂 .

Ao longo da subida, fizemos apenas uma parada – para fotos – em um mirante, neste local um simpático vendedor exibia bandeiras de vários paises e comercializava alguns suvenirs.

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O Brasil e a única neve que vimos durante essa viagem, no glaciar ao fundo.

Voltamos para van e só descemos novamente na porta da estação que estava fechada 🙁 .

Entretanto, nada é perdido na vida e fomos agraciados com uma vista linda de parte do conjunto de montanhas que forma a impressionante Cordilheira dos Andes. A maior cadeia de montanhas do mundo em comprimento é realmente uma formação magnifica para se contemplar e enche os olhos de emoção mesmo sem seu típico manto branco.

Ficamos lá por um tempo, contemplando e agradecendo até que chegou a hora da partir.

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É lindo demais!

A descida foi o pior momento, eu fiquei bem enjoada com o movimento do carro somado ao calor e as curvas em cotovelo. O Marcelo também ficou bem indisposto e nós dois comemoramos quando finalmente chegamos.

Por fim, respondendo a pergunta “Vale a pena visitar o Valle Nevado no verão?”… Não temos ideia, talvez seja, desde que você não vá em um feriado irrenunciável 😛 . Se mudarmos a pergunta para “Vale a pena visitar a Cordilheira dos Andes no verão?” e a resposta é sim, vale muito a pena!

A visita ao Valle Nevado ficou para nossa próxima ida ao Chile 😀 .
Você teve mais sorte que nós e visitou as instalações? No verão ou no inverno? Conta aqui pra gente!