Minas Gerais é um dos estados que mais nos chama atenção, talvez por sua imensa extensão territorial (é o quarto maior estado do Brasil) ou por sua diversidade cultural e ambiental, não sabemos explicar ao certo, mas temos diversas cidades mineiras em nossa lista. E dentre as opções estava há algum tempo Monte Verde, um subdistrito da cidade de Camanducaia situado na divisa entre MG e SP.

Reduto de inverno do estado e carinhosamente apelidada de “Suíça Mineira” atrai muitos turistas interessados em suas baixas temperaturas, além de estar rodeada de Mata Atlântica e possuir diversas trilhas que se espalham pela Serra da Mantiqueira.

Duas semanas atrás fomos presenteados com um dia lindo, baixa temperatura, céu aberto e sol. Pareciam as condições perfeitas para pegar a estrada e foi o que fizemos. Saímos de Sampa pela Rodovia Fernão Dias (BR 381), seguimos até Camanducaia e lá pegamos a estrada municipal que leva até Monte Verde. Fácil de chegar, percorremos 166 quilômetros nesse trajeto e pagamos duas praças de pedágio, uma em Mairiporã e outra em Vargem, cada uma no valor de R$1,80 (exatamente o mesmo no trecho de volta).

Em algum lugar no caminho até Monte Verde

Em algum lugar no caminho até Monte Verde

Assim que chegamos ficamos impressionados com a quantidade de turistas no local e foi inevitável fugir da comparação com a cidade de Campos do Jordão, ambas são parecidas respeitando-se as devidas proporções. Estacionamos o carro em uma das ruas paralelas a avenida principal e isso foi possível porque chegamos relativamente cedo, existem muitos estacionamentos por lá, mas consideramos os preços altos (em média R$20 para o período).

Tudo acontece basicamente na Avenida Monte Verde, é lá que estão localizados os principais restaurantes, cafés, lojas e operadoras de turismo de onde é possível contratar passeios de quadriciclo, 4×4, trenzinho entre outros. Nós não contratamos nenhum desses serviços, pois tínhamos pouco tempo disponível.Caminhamos pelo centro comercial curtindo as galerias, as lojas de artesanato local, as docerias, curtindo a arquitetura de influência europeia e fotografando.

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Avenida Monte Verde

A hora do almoço foi uma aventura para nós, existem muitos restaurantes no centro e escolhemos o Bistro Bom Di+ que parecia ser a opção mais acessível e também a mais lotada. Esperamos nossos pratos por mais de uma hora, uma banda cantava boa musica para distrair os clientes, mesmo assim achamos que foi um pouco mais do que o aceitável. Os pratos eram bons e no final a conta ficou em R$97,38 incluindo bebidas, serviço e couvert artístico.

Na parte da tarde fomos visitar a Cervejaria Fritz que desde 1993 produz cervejas artesanais. Pagamos R$25,00 por pessoa pela visita guiada à fábrica onde aprendemos um pouco sobre o processo de criação da marca e sobre a fabricação dos rótulos. O tour levou uns 40 minutos e ao final nós degustamos uma cerveja direto da fonte (ou seja, do tonel), ganhamos também um par de rótulos da casa de brinde.

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Sim, normalmente faz bastante frio em Monte Verde, mas nós demos “azar”.

Já era fim de tarde quando saímos da Fritz e como a temperatura estava começando a baixar decidimos provar um chocolate quente na Gressoney Chocolates que além de fábrica conta com cafés espalhados por Monte Verde. Pagamos R$14 pelo copo pequeno de chocolate quente cremoso. Sentamos do lado de fora para aproveitar um pouco mais do fim de tarde, observar as pessoas e curtir um vento gelado antes de pegarmos a estrada e voltarmos para casa.

Nossa curta experiência não nos surpreendeu, para nós Monte Verde é um destino caro e muito explorado, ainda consideramos Campos do Jordão uma opção melhor. Ficou faltando sentir o verdadeiro espirito do local, entender sua essência. De qualquer maneira valeu a pena conhecer. Voltaríamos? Sim, com tempo para descobrir as trilhas que devem ser o verdadeiro segredo guardado de Monte Verde.

Se você já esteve em Monte Verde, conte-nos o que achou de lá 🙂 .