Iperó é uma pequena cidade distante 120 quilômetros de São Paulo, situada na microrregião de Sorocaba e com apenas 28 mil habitantes. Ok, para quem nunca ouviu falar, não parece um bom lugar para “turistar”, mas aproveitamos um dia de céu aberto para explorar a região, atraídos pela beleza da Floresta Nacional de Ipanema (graças a super dica da minha mãe, obrigada mãe!). Chegamos até a cidade pela Rodovia Raposo Tavares – SP270, pagando três praças de pedágio: São Roque (R$8,60), Alumínio (R$8,00) e Araçoiaba (R$3,60), lembrando que no trecho de volta pagamos apenas as praças de Alumínio e Araçoiaba. A Floresta Nacional de Ipanema – antigamente conhecida como Fazenda Ipanema – é, atualmente, uma unidade de conservação e sustentabilidade, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO. As ruínas da Real Fábrica de Ferro de Ipanema (que operou entre 1818 e 1895), da casa onde nasceu o Visconde de Porto Seguro e do sobrado que hospedou o imperador D. Pedro II são parte das atrações do local que conta ainda com trilhas pela Mata Atlântica 🙂 .

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Parte das instalações fabris na Floresta Nacional de Ipanema

O acesso até a portaria é feito por uma estrada de terra, ao longo de aproximadamente quatro quilômetros e em bom estado. Para entrar no local é cobrada uma taxa de R$8,00 por visitante, esse pagamento somente pode ser feito em dinheiro (nós fomos desavisados e tivemos que ir até o município vizinho, Araçoiaba da Serra para encontrar um caixa eletrônico 🙁 ). Ah, também é bom se atentar ao horário de funcionamento, a portaria abre as oito e fecha às dezesseis horas.

Os guias que levam pelas trilhas que percorrem o local saem do centro de informações turísticas, ressaltamos que as trilhas só podem ser acessadas com monitoria. Pagamos R$6,00 por pessoa para nos juntarmos ao grupo que seguiu por umas das trilhas que levava até o mirante. O percurso tinha grau leve de dificuldade e, fora algumas árvores tombadas no caminho, não tivemos problemas para percorrer todo o trajeto. Como prêmio, além da sensacional vista do mirante fomos presentados com uma pequena cachoeira no caminho, onde o banho era permitido.

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Visual maravilhoso no alto do mirante.

Voltamos à sede administrativa, onde funciona o pequeno e único restaurante nas dependências, lá é servida comida caseira em prato feito ou à vontade, escolhemos a segunda opção já que estávamos famintos depois da trilha e pagamos aproximadamente R$25,00 por pessoa pela refeição. O pagamento no restaurante pode ser feito com dinheiro ou cartão de débito 🙂 #amamoscartão hahaha.

Após o almoço partimos para as antigas instalações desse que foi o berço da siderurgia brasileira e uma sucessão de sentimentos tomou conta do nosso grupo, é estranho estar em um lugar que fez parte da estória e que agora está em ruínas, é como presenciar a inexorável ação do tempo.

É possível visitar o interior da fabrica, contudo o interior das casas é fechado para visitação, sendo possível visualizar somente o lado de fora. Ao lado da fábrica existe ainda uma represa criada para abastecer o maquinário, com uma bonita cachoeira ao fundo.

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Linda queda ao fundo da fábrica.

Deixamos Iperó ao fim da tarde, com destino a São Paulo e ficamos felizes pelo dia lindo, pela trilha, pelo banho de cachoeira, pela companhia da família que se aventurou com a gente (obrigada pessoal) e por todo aprendizado. Ficamos agradecidos por saber que ainda existem tantos lindos lugares como esse, onde é possível aprender e contemplar sem precisar ir longe e recomendamos para todos que queiram passar um dia diferente, mas pertinho da capital.

Se já foi ou pretende ir até Iperó, não deixe de contar aqui pra gente 🙂 .