No final de 2014 resolvemos tirar uma semana de merecido descanso e lazer em Santiago. Na ocasião encontramos uma boa opção de pacote pela Decolar que incluía passagens, seguro viagem internacional e hospedagem em apart hotel sem café da manhã.

Fechado o pacote, dias depois embarcamos sem saber ao certo o que esperar. Chegamos de madrugada e na recepção do edifício o porteiro aguardava com as chaves do imóvel em um envelope. Ao abrir a porta nos deparamos com um apartamento completo, cozinha totalmente equipada (inclusive com utensílios para preparar as refeições), uma sala com sofá cama e uma suíte bem grande. Bom, sabíamos que iriamos encontrar um apartamento, mas não um apartamento quase tão grande quanto o nosso, aqui em São Paulo. Em cima do balcão tinha uma pasta com as instruções básicas para registro dos hóspedes, regras de uso do apartamento e das áreas comuns.

Vista da área da piscina, no vigésimo sétimo andar!

Vista da área da piscina, no vigésimo sétimo andar!

Descobrimos depois que o edifício onde nos hospedamos era um condomínio “comum” onde parte das unidades eram usadas como hospedagem e a outra metade pertencia a moradores locais, o que nos deixou bastante surpresos. Até então, nunca tínhamos experimentado esse tipo de hospedagem e arriscamos dizer até que não é um tipo comum de hospedagem de curto prazo no Brasil, nós nunca tínhamos ouvido falar, ao menos.

Com o advento do Airbnb tornou-se comum alugar um imóvel por temporada, mas os apart hotéis funcionam de modo um pouco diferente, eles são administrados por uma empresa hoteleira. Funciona basicamente como um hotel, com serviço de quarto e em alguns casos, alimentação incluída. O check-in e o check-out são feito pela administradora da unidade, que no nosso caso ficava em outra unidade no mesmo prédio (não sabemos dizer se é padrão).

Podíamos usar todas as dependências do local, como moradores e isso fez nossa experiência mais enriquecedora, porque por uma semana sentimos que morávamos em Santiago. Peguei-me diversas vezes dizendo ao Marcelo: vamos voltar para “casa” em vez de me referir a hotel ou apart hotel. Em nossa opinião a melhor parte desse tipo de hospedagem é justamente isso, tornar a experiência mais local, nós tivemos a oportunidade de conversar com moradores quando aproveitávamos as áreas comuns. Também ressaltamos que é possível economizar bastante cozinhando em vez de fazer todas as refeições na rua. O espaço também conta pontos a favor, principalmente para que viaja com muitas malas.Não temos pontos desfavoráveis já que tivemos uma ótima experiência, a única coisa que sentimos falta foi do café da manhã, porque somos: 1) preguiçosos e 2) gordinhos hahaha.

Não pesquisamos outras opções de hospedagem para o mesmo período, então não sei dizer se conseguimos o melhor preço, mas pagamos R$ 1.102 para semana do Natal em um apartamento para até quatro pessoas. Para quem interessar, a Torre Tagle Monjitas fica no centro de Santiago e a poucos minutos do metrô. Recomendamos? Sim e optaríamos por apart novamente caso fosse o melhor preço.

E você, já experimentou esse tipo de hospedagem? Curtiu?